Duas leituras seguidas de “A via da vigilância interior” colocaram-me definitivamente noutra rota. Tenho como verdade experimentada que é fulcral permanecer virada para o interior e não para o exterior, estar atenta. Não tive mais momentos ofelianos. E descubro que o desaparecimento das pessoas nos meus quadros não tem tanto a ver com o vazio dos cenários mas com esta reorientação. A luz e o amor estão mais no interior do que no exterior. Passei à leitura simultânea de Teilhard de Chardin e de Ken Wilber. O primeiro é talvez demasiado científico para mim, mas insisto para lhe apanhar o sentido, preciso de perceber aquilo. Wilber é fácil, escreve mal e faz sentido. Não avanço para a meditação porque falta ainda perceber se me fará melhor ou pior, já que induz uma potenciação de capacidades que não sei se quero ver desenvolvidas, pelo menos, não sem antes esclarecer algumas coisas. É o próximo passo.
Num lugar que já não o é e onde sempre volto, as imagens que construo e aquilo que penso e vejo nos lugares por onde ando.
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